terça-feira, 22 de março de 2022
BODAS DE OURO DOS MEUS PAIS
sábado, 29 de janeiro de 2022
LAMPIÃO, CANGAÇO E NORDESTE – AGLAE LIMA DE OLIVEIRA – O FESTEJADO LIVRO E SUA HISTÓRIA COM SR. ANTÔNIO DA PIÇARRA – 2ª PARTE
- Vai se chamar como o pai, Wilton Santana Filho. É seu primogênito e único filho.
A referência de pai foi o avô, já que do pai biológico só lhe restaram lembranças contadas. Na altura dos seus 70 anos, Sêo Antônio se viu e se sentiu na doçura da paternidade novamente, um pai com benefícios de avô. Ele se apegou tanto ao menino, que até adoecia quando se apartavam.
Entre Brejo Santo e a Fazenda Piçarra, de Porteiras, a criança cresceu na curiosidade por descobrir as histórias daquele avô e pai, como canta um bom trovador paraibano. Causos antigos, de longos tempos do cangaço, seduziam o menino. Histórias de amizade, de traições, de tiroteio, bang-bangs mais interessantes que os faroestes de John Wayne, assistidos no Cine Alvorada. Seu avô era seu herói, sertanejo samurai, com seu gibão de couro, era um cavaleiro armado, vaqueiro de coragem, intrépido na caatinga, nas pegas de bois. A velhice não atingira sua alma. O avô era famoso, dava entrevistas a escritores que vinham de longe comprovar e anotar suas memórias: Nertan Macêdo, professor Antônio Amaury, Hilário Lucetti, José Peixoto Jr., Napoleão Tavares Neves...
Wilton se levanta, em determinado momento da conversa, e entra em casa; volta com duas fotografias em preto e branco.
- Estas fotos são de quando a escritora Aglae esteve por aqui. Era uma pessoa extremamente simpática, carismática demais, inteligente ao extremo. Era uma pessoa extremamente interessante. Eu era pequeno, mas eu a admirava.
| Foto tirada em final de expediente. Setembro/1970.Velho engenho da Fazenda Piçarra. Identifica-se, de óculos escuros, Ivanilda (mãe de Wilton), Aglae, Sr. Antônio e o menino Wilton, em primeiro plano. |
| Wilton (22 anos) e o avô Antônio (92 anos). |
| Bruno Yacub, Wilton Santana e eu. Piçarra. Dezembro de 2021. |
Leia também: LAMPIÃO, CANGAÇO E NORDESTE – AGLAE LIMA DE OLIVEIRA – O FESTEJADO LIVRO E SUA HISTÓRIA COM SR. ANTÔNIO DA PIÇARRA – 1ª PARTE
sábado, 22 de janeiro de 2022
LAMPIÃO, CANGAÇO E NORDESTE – AGLAE LIMA DE OLIVEIRA – O FESTEJADO LIVRO E SUA HISTÓRIA COM SR. ANTÔNIO DA PIÇARRA – 1ª PARTE
Em 1970, uma mulher se tornou a sensação do momento, entrando pela TV nos lares brasileiros, no famoso programa Show Sem Limite, de J. Silvestre, respeitado apresentador da TV Tupi. O programa era desses da pergunta milionária. A professora Aglae, de Cabrobó-PE, foi sabatinada na atração, respondendo a tudo sobre um difícil e interessante assunto: LAMPIÃO. Os programas se avolumavam, a audiência era grande e a professorinha aproximava-se da resposta premiada.
- Absolutamente certa a
resposta, dona Aglae! – bradava o apresentador.
| Com J. Silvestre - Fotografia: Revista O Cruzeiro - 11/08/1970. |
Ela foi uma apaixonada pela história do cangaço, rendendo a publicação de impressionante livro a respeito, intitulado Lampião, Cangaço e Nordeste. Dedicou uma vida a pesquisar, visitando lugares, consultando sobreviventes do período. Nertan Macedo, que honrou as orelhas do livro; e Rachel de Queiroz, que o prefaciou, assim escreveram sobre autora e obra:
“Sem contar jamais com verbas e
recursos oficiais, Aglae não fez pesquisa livresca, buscando nas fontes
consagradas o que entre nós foi dito e escrito sobre os cangaceiros. Ela
própria, nascida e vivida no sertão, conviveu, durante duas décadas, não apenas
com a paisagem que emoldurou o Capitão do Cangaço, mas com os cabras
sobreviventes da terrível aventura, que lhe ditaram memórias e reminiscências
inesquecíveis sobre a vida comunitária do grupo bandoleiro, fatos, hábitos, higiene,
sexo, maneiras de encarar as coisas, os homens e os animais. [o livro] é uma
fonte de consulta obrigatória a quantos queiram conhecer o cangaço nômade na
intimidade.” (Nertan Macêdo)
“Hoje ninguém poderá pretender discutir cangaço e cangaceiros - especialmente quando se tratar daquele que foi chamado o Rei do Cangaço, Lampião -, sem se curvar ante a professora Aglae Lima de Oliveira, autoridade máxima no assunto. (...) Aglae domina o assunto, conhece-o profundamente, vive a história de Virgulino, interpreta-a, recorda-a quase como uma testemunha - , o que de certa forma o foi. Pois se a moça não viu, porque nem era nascida então, ou era pequena demais para entender o que assistia, soube depois recolher no testemunho direto dos contemporâneos, na visita aos cenários do drama (que ocupou lugar tão dilatado no tempo e no espaço do Nordeste), no interrogatório paciente e minucioso dos sobreviventes da grande tragédia sertaneja, a sua verdade mais autêntica.” (Rachel de Queiroz)
| Sr. Antônio Teixeira Leite, o famoso Antônio da Piçarra e a escritora Aglae, na Fazenda Piçarra - 1970 |
Sobre Lampião, resumiu Aglae à revista O Cruzeiro, de 11/08/1970: "Na minha concepção, foi um fenômeno sociológico e psicológico. Um gênio militar perdido nas caatingas. Grande capacidade de liderança. Amava e odiava, alimentava e assaltava, era herói e covarde. Foi profundamente nacionalista. Sua vida foi a luta de um homem contra o destino. Lampião era astuto e calculista e não se pode dizer que era totalmente ruim. É que seu lado mau tem sido muito explorado. Ele não cansava de repetir as quatro coisas que mais gostava: gado gordo, cavalo de passada boa, mulher e arma de fogo."
A distante Piçarra, no Cariri, localizada no município de Porteiras-CE, foi um dos pontos para onde convergiu a escritora, em busca de conversar com Sr. Antônio, 75 anos de idade, memória viva de sua complicada relação com Lampião: de coiteiro a delator, premido pelas questões legalistas. De fato, a Piçarra foi palco de importantíssimas diligências cangaceiras. Foi lá, por exemplo, onde aconteceu, em 1928, uma das mais penosas baixas no bando do Rei do Cangaço, a morte de Sabino Gomes, o lugar-tenente de Lampião.
| Vilson é a criança em primeiro plano, com o avô, primo e tio. |
Fui me encontrar com Wilton Santana (Vilson), filho-neto de Sr. Antônio, que me contou a bonita história de afeto entre ele e o seu velho invisível - o seu velho indivisível avôhai; e como foram as visitas de Aglae em busca de todos os detalhes sobre o cangaço. À época, Vilson era uma tenra e curiosa criança, que cresceu apaixonado pelas histórias do perigoso sertão. Ele me contou os detalhes desses encontros.
... Continua
Hérlon Fernandes Gomes
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
O MUNGUNZÁ DO CARIRI
Hérlon Fernandes Gomes
Foto: Google Imagens
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
ANÁLISE DA ENTREVISTA QUE LAMPIÃO CONCEDEU EM BREJO SANTO, EM 1926 NO CONTEXTO DO QUE NOTICIAVA A IMPRENSA DA ÉPOCA. COLUNA PRESTES. UMA NOTÍCIA FALSA PÕE A VILA DE BREJO EM ALERTA. LAMPIÃO VAI A JUAZEIRO SE ALISTAR AO GOVERNO PARA LUTAR CONTRA O CAVALEIRO DA ESPERANÇA.
O jornal
Gazeta de Juazeiro colheu impressionante reportagem a respeito de Lampião e seu
grupo, ao passar por Brejo Santo, na direção do Pajeú.
Publicada também pelo Jornal do Recife, em 25 de fevereiro de 1926, a matéria fornece
interessantes informações sobre Lampião e o seu bando. O célebre bandoleiro
andava fardado de Coronel, depois de realizar malfeitos na região, matando,
roubando e lançando o terror por toda a parte.
Nessa época,
levas de romeiros pediam a proteção do padre Cícero e se obstinavam em
permanecer em Juazeiro, único ponto onde se julgam a salvo do banditismo.
Estava o
senhor Francisco Saraiva Xavier no seu sítio Poço, na vila de Brejo dos Santos
(atual Brejo Santo – CE), quando apareceu ali Lampião e um numeroso grupo de bandidos
pedindo-lhes pousada. Vinham todos a cavalo e estavam armados até os
dentes. Chiquinho Xavier, como era
conhecido, não pôde deixar de dar pousada aos estranhos hóspedes, que se
mostraram desde logo sem cerimônias, tomando conta da casa.
O fazendeiro aproveitou o ensejo para realizar uma entrevista ao Rei do Cangaço.
Contou o
parnamirinense, radicado em Brejo Santo, casado com Eulália Sampaio Cardoso
Martins Xavier, que o grupo de facínoras era composto de Lampião, Dé
Araújo e Sabino, formando um grupo de 45 homens. Vinham de Aurora, tendo
penetrado a Paraíba e, após as mais terríveis depredações, retornavam ao Ceará
para, em seguida, internarem-se nos sertões do Pajeú pernambucano.
O anfitrião
pediu que Lampião se apresentasse, tendo dito:
- Eu sou o coronel Lampião, o homem mais
valente do Brasil.
Em seguida,
apresentou os principais componentes do seu grupo.
- Aqui o meu estado maior... major Horácio
Novais, meu secretário..., capitão fulano..., tenente sicrano.
O repórter
descreveu que todos estavam fardados como verdadeiros militares, cada um
apresentando as divisas dos seus imaginários postos. A segunda pergunta
questionava a Lampião quais os objetivos com a tropa naquele lugar:
- Ando recrutando gente para a guerra... – respondeu
Virgulino Ferreira.
Chiquinho
Xavier não compreendeu bem a resposta e Lampião se pôs a conversar
desembaraçadamente, expondo todos os seus planos com desassombro.
- Por ora somos 32 homens, 32 que você está
vendo e mais 20 que mandei a uma diligência (incendiar as propriedades de um
fazendeiro na Paraíba). Vim ao Ceará somente recrutar gente para a guerra.
Pretendo agora no Pajeú completar uma força de 200 homens para atacar uma
cidade importante no Pernambuco, a fim de aumentar o número de homens a mil.
E dizendo
isto, mostrou uma porção de rifles e munição que levava de sobressalência, para
distribuir com os novos recrutas. As condições do engajamento eram as seguintes:
Lampião daria um rifle com munição, fardamento e 1000$000 (cem mil réis) em
dinheiro ao recruta e este então fizesse pela vida daí por diante.
- E para que o Coronel quer tanta gente?
Indagou Chiquinho Xavier, curioso.
- Não lhe disse que era para a guerra? Tornou
Lampião. Quero juntar mil homens para
declarar guerra oficial aos estados da Paraíba e Pernambuco. Hei de fazer uma
guerra tão violenta a estes Estados que o meu nome ficará na história.
- E não tem medo do Governo Federal?
Lampião riu ironicamente e continuou:
- Nós não sabemos o que é medo. O meu plano
é resistir como um leão até o Governo nos conceder anistia.
Francisco
Xavier estava de queixo caído. Todavia, Lampião prosseguiu:
- Agora vou lutar a descoberto. Estou
aborrecido de caminhar por veredas. Só andarei agora pelas estradas e faço
questão de me encontrar com os “macacos” do Governo.
A matéria ressaltava
a vaidade de Lampião, devido à celebridade que o seu nome havia ganhado nos
jornais e citava outras matérias contemporâneas, em que se descrevia um homem
de atitudes contraditórias às selvagerias também alardeadas. Por exemplo, sobre
as horríveis depredações da Paraíba, nos sítios Cipó e Catingueira, ele foi
citado, no jornal O Rebate, de Cajazeiras como um chefe de bando generoso e
moderado.
Outra matéria contava
que, no Ceará, Lampião teria dado 500$000
(quinhentos mil réis) para o conserto de uma capela, e mais 100$000 (cem mil
réis) de esmola a uma velhinha e obrigou um dos cabras a restituir 60$000
(sessenta mil réis) que roubara de um pobre lavrador.
Trajado como
um Coronel do exército, no Poço, em Brejo Santo, usava meias de seda, camisa
palha de seda, lenço também de seda ao pescoço, passado num anel de brilhante,
relógios, pulseira nos dois punhos, bornal, cartucheira ataviados com moedas de
ouro, chapéu de abas largas, ao modo dos bandidos de cinema.
Nos pousos, o bandoleiro chefe costumava tocar uma harmônica e outros jogavam moedas de ouro no chão. O major Horácio Novais era quem lia as últimas notícias dos jornais para o coronel Lampião, que o ouvia atentamente, interrompendo-o aqui e ali para fazer os seus comentários sempre galhofeiros.
Lampião demonstrava
gosto por ver seu nome em letras de forma e se interessava especialmente pelas
notícias relativas aos revolucionários da Coluna Miguel Costa-Prestes, aos quais devotava um
verdadeiro culto de admiração:
- Só não gostei do nome dessa tal Coluna Peste, mas se esses peste é contra o Governo, tô com eles.
UMA FAKE NEWS
ANTIGA ASSUSTOU BREJO DOS SANTOS
No início de janeiro de 1926, espalhou-se pela vila de Brejo dos Santos uma notícia, que alvoroçou o povo brejo-santense, que correu para se armar. Saia gente de todo canto avisando e pedindo para que as pessoas se prevenissem contra o possível ataque do famigerado bandido. Outras pegaram em armas e se juntaram em grupos com o intuito de enfrentar a horda que se dizia aproximar para grande arruaça. Vários homens, de fato, se reuniram, em busca de um plano que amenizasse os possíveis estragos na cidade.
O coronel
Manoel Leite de Moura, que era conhecidamente manso, logo se avexou, procurando
defesa. Conforme nos contou o neto do dito coronel, Francisco Leite
Quental e o co-autor Antônio Klévisson
Viana Lima, no livro - Lampião e Outras Histórias Curiosas do Cangaço: “na agonia e no desespero da tão decantada
invasão, correu e agarrou o seu rifle cruzeta e colocou a cartucheira na cintura.
Quando voltou todo equipado, chamou logo a atenção dos presentes, pelo
inusitado da vestimenta. Guardando certa pose, desfilava um tanto orgulhoso e
altaneiro pela casa, quando se ouve um barulhozinho: “top... top... top...” O
nêgo Zé Felix, seu amigo e compadre, por sinal muito valente, depois de
observá-lo atentamente, disse: -
“Coroné, o sinhô colocou a cartucheira foi de cabeça pra baixo e as balas estão
todas despencando!” Ninguém aguentou e todos caíram na gargalhada, enquanto
o Coronel repetia desapontado: - “Ô que
seiscentos diabo! Eu não dou pra isso, definitivamente eu não dou pra isso...”
| Coronel Manoel Leite de Moura e sua esposa, Antônia Leite Tavares. Foto: acervo dA Munganga. |
| Chalé do Cel. Manoel Leite de Moura, na vila de Brejo dos Santos. Década de 1940. Foto: acervo dA Munganga. |
Como dito no
subtítulo, foi apenas uma fake news. O bando de Lampião não passou pelo centro
da Vila de Brejo dos Santos, do Poço, onde concluiu a entrevista, seguiu para o
Pajeú.
Notícias
outras noticiavam que Lampião nutria "simpatia' pelos revoltosos da Coluna
Prestes, a respeito dos quais acompanhava as notícias por meio da imprensa. Sua
admiração pelo "Cavaleiro da Esperança" aparentemente seria tanta que
planejava formar um batalhão para se unir aos rebeldes tenentistas, com quem
faria uma "guerra oficial" aos estados de Pernambuco e da Paraíba. Os
revoltosos, em teoria, estariam tentando aliciar o "rei" dos
cangaceiros, de acordo com Flores da Cunha, em carta ao "coronel "Ângelo
Gomes Lima, mais conhecido por Ângelo da Gia.
Especulações
de que oficiais da Coluna teriam recomendado que Prestes convidasse o bandoleiro
a se unir aos revoltosos, mas que ele teria se recusado; e de que um primo de
Lampião, na Paraíba, teria se oferecido ao "Cavaleiro da Esperança"
para convidar Virgulino a se unir à sua Coluna, o que também foi rejeitado. Até
mesmo um cangaceiro, José Alves da Cunha, o Ventania, teria sido capturado
pelos soldados de Prestes e incorporado à Coluna, durante a passagem dos
"revoltosos" pela região. E que o próprio Lampião chegou a afirmar que
havia aprendido muito com os revolucionários.
Conforme dito,
foram somente especulações, pois não há nenhum indício, seja da parte de
Lampião, seja de entrevistas ou documentos de Prestes ou dos oficiais tenentistas,
de que o mais famoso comunista brasileiro tivesse manifestado entusiasmo em se
unir aos cangaceiros. Pelo contrário, como se sabe, o "capitão" Virgulino
Ferreira se aliaria ao Governo por um breve período para lutar contra Prestes e seus soldados, quando vai
receber a patente de Capitão do Batalhão Patriótico, em 06/03/1926, em Juazeiro
do Norte-CE, chamando-se de legalista por onde passasse.
Registros da passagem de Lampião em Juazeiro do Norte, em março de 1926, feitas por Lauro Cabral de Oliveira Leite e Pedro Maia.
| Grupo completo, vendo-se a primeira fila de joelho no chão; a segunda de pé e a terceira em cima de um banco. Lampião e Antônio Ferreira aparecem no lado esquerdo da fotografia. Foto de Pedro Maia. |
PS: Francisco
Saraiva Xavier, mais conhecido por Chiquinho, nasceu em Leopoldina, hoje
Parnamirim – PE, em 1896 e é filho de Pedro Xavier de Souza e Josefa Leocádia
de Castro Saraiva. Casou-se em 10.12.1917 com Eulália Sampaio Martins Cardoso,
mais conhecida por Lolosa, nascida 04.04.1892, no sítio Crioulos, em Barbalha –
CE, sendo filha de João Martins Cardoso de Oliveira e Maria Glória Sampaio
Cardoso. Chiquinho e Lolosa tiveram os seguintes filhos: Audízio Martins
Xavier, Olavo Martins Xavier, Alberto Martins Xavier, Adalberto Martins Xavier,
Agemir Marins Xavier, Agamenon Martins Xavier, Aldo Martins Xavier, Adair
Martins Xavier, Marlene Xavier do Amaral e Maria Sampaio Xavier Mariano.
O Brejo é Isso!
Por Bruno Yacub Sampaio Cabral.
Agradecimento especial aos amigos Hérlon Fernandes Gomes e Ângelo Osmiro Barreto.
PANORAMA ATUAL DA FAZENDA
POÇO, ANTERIORMENTE PERTENCENTE A FRANCISCO SARAIVA XAVIER.
Referência bibliográfica:
- BONFIM, Luiz Ruben F. de A; Lampeão antes de ser Capitão; Paulo Afonso; Editora Oxente; 2ª Edição; 2020;
- CABRAL, Bruno Yacub Sampaio. Análise da entrevista que lampião concedeu em brejo santo, em 1926 no contexto do que noticiava a imprensa da época: coluna prestes. uma notícia falsa põe a vila de brejo em alerta. lampião vai a juazeiro se alistar ao governo para lutar contra o cavaleiro da esperança. Brejo Santo, 2021. Disponível em: < https://amunganga.blogspot.com/2021/12/analise-da-entrevista-que-lampiao.html >. Acesso em: 27 dez. 2021;
- CHANDLER, Billy James; Lampião: o rei dos
cangaceiros; São Paulo; Paz e Terra; 1981;
- IRMÃO, José Bezerra Lima; Lampião: a raposa das
caatingas; 4ª
edição; Salvador; JM Gráfica & Editora Ltda; 2018;
- PERICÁS, Luiz Bernardo; Os Cangaceiros: ensaio
de interpretação histórica; São Paulo; Boitempo; 2010;
- QUENTAL, Francisco Leite; e Lima, Antônio
Klévisson Viana; Lampião e Outras Histórias Curiosas do Cangaço; Brejo Santo; 2005;
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seu reinado; Petrópolis; Vozes; v. III; 1986;
- MELLO, Frederico Pernambucano de; Guerreiros do
sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil; São Paulo; A Girafa; 2011;
- MELLO, Frederico Pernambucano de; Benjamim
Abrahão: entre anjos e cangaceiros; São Paulo; Escrituras Editora; 2012;
- MELLO, Frederico Pernambucano de; Apagando
Lampião: vida e morte do rei do cangaço; São Paulo; Global; 2018;
- NETO, Lira; Padre Cícero: poder, fé e guerra no
sertão; São Paulo; Companhia das Letras; 2009;
- SANTOS, Robério (organizador); Álbum do Cangaço
2; 2018;
- XAVIER, Maria do Socorro Cardoso; Cardoso:
troncos e galhos de um clã caririense; João Pessoa. Sal da Terra Editora; 2006;
- XAVIER, Maria do Socorro Cardoso; A saga de um
clã Xavier; João Pessoa; Sal da Terra Editora; 2012;
- WALKER, Daniel; Padre Cícero, Lampião e coronéis: análise de vida política de Padre Cícero através de dois eventos: outorga da
patente de Capitão a Lampião e o Pacto dos Coronéis; Fortaleza; Expressão
Gráfica e Editora; 2017;
- WALKER, Daniel; Lampião e sua falsa patente de
Capitão; Rio de Janeiro; Katzen Editora; 2019;
- Jornal O Combate (SP); edição de 13 de janeiro de
1926;
- Jornal A Província (PE); edição de 26 de janeiro
de 1926;
- Jornal do Recife (PE); edição de 25 de fevereiro
de 1926.
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
O TRIBUNAL DO JÚRI DE VILLA BELLA, PERNAMBUCO, JULGA O CORONEL CHICO CHICOTE – 1913 – ANÁLISE DE AUTOS DE PROCESSO-CRIME
| "Recebi cópia de libelo pelo qual sou acusado e do rol de testemunhas. Cadeia pública, 3 de Novembro de 1913. Francisco Pereira de Lucena." |
| Jornal do Recife - Terça-feira, 11 de Novembro de 1913. |
| Folha de rosto do Processo Crime - 1913 - Juízo Municipal de Belmonte. |
6. VEREDICTO
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SINHÁ MARTINS E MAJOR FIRMINO A história do sertão é também a história de mulheres que souberam se impor num mundo áspero, onde a força nem...
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Serra do Poço, Brejo Santo - CE. Em Esboço Histórico do Município de Brejo Santo , Otacílio Anselmo nos traz as seguintes informações s...
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