segunda-feira, 17 de agosto de 2020
domingo, 16 de agosto de 2020
BREJO SANTO E A RODAGEM
A HISTÓRIA DA RODOVIA FEDERAL TRANSNORDESTINA BR 13
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| Rodovia BR 116 no início dos anos 1990. |
A hoje conhecida estrada do Baixio do Boi foi a porta de entrada de Brejo Santo até o começo da década de
1940. Com a chegada da construção da Rodovia Federal Transnordestina BR 13, hoje Rodovia BR 116
Padre Cícero Romão Batista, houve as adequações geográficas do lugar para receber umas das principais estradas do país, ligando Brejo Santo às demais regiões do Brasil.
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| A estrada que liga a zona urbana de Brejo Santo à região do sítio Baixio do Boi foi a principal entrada da cidade até os anos de 1940. |
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| Estrada que liga Brejo Santo à região do sítio Baixio do Boi. |
A estrada militar foi construída durante o governo
Getúlio Vargas, cujo estudo foi realizado pelo general Manuel Rabelo. A Rodagem consistia em passar na altura onde hoje se
localiza a Malhada do Boi, antes do povoado de São Sebastião.
Fernando Leite Tavares, filho de
Brejo Santo, era na época, Diretor de Saúde da Inspetoria Federal de Obras contra
as Secas, IFOCS (hoje, DNOCS), e este órgão, responsável pelas obras.
Visando uma oportunidade de
desenvolvimento e progresso para a cidade, o então Interventor, José Matias
Sampaio, solicita a Fernando Leite que reivindique, junto ao IFOCS, a mudança
do traçado do projeto da Rodovia para o local onde se encontra atualmente,
sendo o terreno doado pelo pai de Fernando Leite Tavares, o ex-intendente da vila de Brejo dos Santos, coronel Manuel
Leite de Moura.
A Rodovia Transnordestina BR 13,
hoje BR 116 Padre Cícero Romão Batista, foi concluída em 1944 e passava pelo
subúrbio da cidade, cortando os sítios Cacaré e Regato (hoje, a Avenida João
Inácio de Lucena).
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| Equipe de topografia realizando sondagem para aplicação de asfalto na BR 116. Registro feito provavelmente na década de 1970. |
Dona Marineusa, em seus relatos
de memórias, nos traz um panorama de como era a Rodagem na década de 1940.
Com a construção da Rodovia Transnordestina,
mais uma opção de lazer foi apresentada ao nosso povo. Á tardinha, os moradores
da nossa cidade costumavam passear pela rodagem forrada por piçarra com muitos
seixos. De braços dados, as pessoas faziam a caminhada enquanto conversavam
animadamente e conservavam paisagem. Algumas caminhavam em direção da Singapura
e do Xique-Xique, enquanto outras preferiam fazer o percurso em direção a
Melancia.
Eu, como as demais crianças,
também participava do passeio junto aos adultos e aproveitava para catar e
colecionar pedrinhas para a brincadeira do jogo de “xibiu”.
O percurso que eu mais gostava era o que tinha início na esquina da Av. Santos Dumont com a Tiradentes (atual esquina da Av. Antônio Denguinho de Santana com a Av. Prefeito João Inácio de Lucena) da bomba de gasolina, da agência de Neco Jacinto, onde estava sempre o bombeiro Domício, até o campo de futebol, antes das Duas Lagoas.
Por Bruno Yacub Sampaio Cabral
Conheça o seu lugar.
O Brejo é Isso!
Leia também:
A IMPORTÂNCIA DA ESTRADA DO BAIXIO DO BOI PARA O POVOAMENTO DO CARIRI
O CHALÉ DO CORONEL MANOEL LEITE DE MOURA
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| BR 116 cruzando o centro de Brejo Santo. Foto: Lucas Macedo/ @brejoemfoto |
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| BR 116 cruzando o centro de Brejo Santo. Foto: Lucas Macedo/ @brejoemfoto |
Referência bibliográfica
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
BREJO SANTO - 130 ANOS - RESGATE ICONOGRÁFICO III
sábado, 8 de agosto de 2020
A IMPORTÂNCIA DA ESTRADA DO BAIXIO DO BOI PARA O POVOAMENTO DO CARIRI
VILA BELA - CARIRI
CABROBÓ - CARIRI
“Encalçando índios belicosos, ou movidos pela ânsia da fundação de
currais de vacaria, os sapatões dos sertanistas despertaram no Cariri nos
últimos decênios do século 17.
Iniciada a centúria seguinte, abriu-se a fase do povoamento da região,
afluindo os povoadores, pelo rio Salgado, deixando atrás o Jaguaribe, e pelos
caminhos, que, da antiga Fazenda “Vila-Bela, hoje Serra Talhada, e da povoação
de Cabrobó, localidades pernambucanas, convergiam e se fundiam nas alturas de
Jati (outrora Macapá), passando, o primeiro, por Belmonte, hoje Maniçobal (atualmente, São José de Belmonte), e o segundo, por Salgueiro. Desse ponto de fusão,
rumavam-se para Jardim e terra dos atuais municípios de Porteiras, Brejo Santo,
Milagres, Mauriti e Missão Velha. Eram as estradas: VILA-BELA-CARIRI e
CABROBÓ-CARIRI.” (ARAÚJO, 1955).
Ainda existiam outras veredas
indígenas, em seguida, estradas dos brancos, que ligavam aos demais arraiais e
povoados da região. Eram as estradas: CABROBÓ-EXU-CARIRI e JAGUARIBE-CARIRI.
Essas estradas conduziram desbravadores e povoadores para esta região:
pernambucanos, sergipanos e baianos, entre outros.
Otacílio Anselmo e Silva nos
mostra que, na realidade, o antigo sítio
Brejo ficou à margem do povoamento do Cariri, na simples condição de zona de
currais e ponto de passagem obrigatória dos que se dirigiam à famosa região
caririense. (...) Com isso, tudo
indica que a área daquele atual município foi apenas e por muito tempo, um
trecho do itinerário dos povoadores desta região. (SILVA, 1956).
É curioso que as terras
paradisíacas que caracterizavam aquela próspera cidade não tenham despertado o
interesse dos precursores da colonização caririense. Por mais estranho que
pareça, suas numerosas fontes inexauríveis, não determinaram, de início, a
formação de um grupo populacional.
É historicamente certo que o
povoamento de Brejo Santo começou simultaneamente no atual sítio Nascença e na
região do Poço.
O Poço, por motivo de ordem
geográfica, não se desenvolveu. O estabelecimento da estrada dos boiadeiros,
que partindo de Vila Bela para o Cariri passava pelo pátio da fazenda Nascença,
distanciou-o da nova rota dos povoadores da região caririense.
A estrada que liga a zona urbana
de Brejo Santo à rodovia CE 397, que dá acesso a Porteiras, passando pelo sítio
Baixio do Boi, é um resquício da antiga trilha indígena, depois utilizada pelos
primeiros brancos aqui chegados. Não foi à toa que o coronel Simplício Pereira
da Silva se tornou um dos proprietários da Fazenda Nascença, pois o mesmo Simplício
Pereira foi um dos responsáveis pelo extermínio dos indígenas no Cariri,
principalmente na região de Jardim, pelo qual, o sítio Brejo dos Santos fazia
parte.
Portanto, é necessário sabermos
que, os primeiros povoadores não indígenas que adentraram no território ao qual
mais tarde viria a ser chamada de Cariris Novos, antes, passaram pelas veredas indígenas
que cruzavam esse torrão. A estrada do Baixio do Boi precisa ser reconhecida e
inserida nos registros como mais um Marco Histórico, fazendo parte do Complexo Histórico Popular da Pedra do Urubu.
Conheça o seu lugar.
O Brejo é Isso!
Por Bruno Yacub Sampaio Cabral
Leia também: A HISTÓRIA DA RODOVIA FEDERAL TRANSNORDESTINA BR 13
Referência bibliográfica:
- ARAÚJO, Padre Antônio Gomes de; A Bahia nas raízes do Cariri, em revista Itaytera; Ano 1; N° 1; Instituto Cultural do Cariri, Crato; 1955.- SILVA, Otacílio Anselmo e; Esboço Histórico do Município de Brejo Santo; em revista Itaytera N° 2; Instituto Cultural do Cariri; Crato; 1956.
- NÓBREGA, Fernando Maia da; Brejo Santo, Sua história e sua gente, De Brejo da Barbosa a Brejo Santo, Breve sinopse do Município; Imprensa Oficial do Ceará; Brejo Santo; 1981;
BREJO SANTO - 130 ANOS - RESGATE ICONOGRÁFICO II
domingo, 2 de agosto de 2020
A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA EM BREJO SANTO
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| Fotografia de Basílio Neto. Antiga Igreja Matriz. Provavelmente também da década de 30. |
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| Brejo Santo. Fotografia de Basílio Neto. Década de 30. Paço Municipal. Prefeito José Matias Sampaio e lideranças. |
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| Revista Vida Doméstica. Agosto de 1939 |
sábado, 1 de agosto de 2020
BREJO SANTO - 130 ANOS - RESGATE ICONOGRÁFICO I
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SINHÁ MARTINS E MAJOR FIRMINO A história do sertão é também a história de mulheres que souberam se impor num mundo áspero, onde a força nem...
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O PASSEIO A várzea de verde esmeralda, que canta Lindolfo Ramalho, no poético hino de Brejo Santo espalhava-se especialmente ao lado da est...

















